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A evolução da evasão no ensino médio

De 5510 municípios brasileiros, 1205 (21,9%) tiveram aumento na evasão entre 2007 e 2017.

Os números oficiais de 2020 e 2021 não serão úteis para analisar a evasão escolar pós-pandemia, uma vez que os alunos, em sua maioria, até onde se tem notícia, foram matriculados automaticamente neste ano letivo, como era de se esperar diante da situação. A evasão é o grande temor do setor educacional, mais até do que a perda de aprendizado, que, eventualmente e sob certas circunstâncias, pode ser revertida. Este post analisa a evolução da evasão escolar pré-pandemia e não traz números animadores.

A figura abaixo foi elaborada com dados do Inep, que reporta a taxa de evasão para 2007 e 2017, ou seja, a porcentagem de alunos matriculados em um dado ano que não se matricularam no ano seguinte. O ano de 2017 é o mais recente da série. Cada ponto na figura indica um município. A taxa de evasão em 2007 é representada no eixo horizontal e a de 2017, no eixo vertical. Os dados referem-se ao ensino médio da rede pública.

No período de 10 anos, houve uma redução na evasão de 13,9% para 9,4%. Em 2017, de cada 100 alunos matriculados, 9 não voltaram para a escola em 2018. Vale lembrar que, nessa conta, não estão sendo considerados os indivíduos que estavam foram da escola em 2017 e assim permaneceram.

Apesar da redução média de 4,5 pontos percentuais, houve aumento da evasão em muitos municípios. A reta de 45° na figura divide os municípios entre aqueles para os quais foi observada uma queda na evasão (abaixo da reta) e aqueles para os quais houve aumento (acima da reta). Dos 5510 municípios representados na figura, 1205 (21,9%) tiveram aumento na evasão no período.

Mesmo sem pandemia e com aulas presenciais, o combate à evasão no ensino médio já era uma tarefa complicada. Escolas fechadas, perda de renda familiar e lento processo de vacinação durante a pandemia certamente agravam a situação.

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