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Dados mostram uma distribuição desigual das atividades domésticas entre meninos e meninas de escolas públicas

Este post trata das horas dedicadas a afazeres domésticos por estudantes de escolas públicas de ambos os sexos em um período anterior à pandemia de covid-19. A análise foi feita com base em dados coletados durante a aplicação da Prova Brasil 2017, já que em 2019, ano mais recente de aplicação do teste, a informação de gênero do estudante deixou de ser disponibilizada.

A tabela 1 mostra o percentual de estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental de acordo com as horas dedicadas a afazeres domésticos em dias de aula. Os dados por gênero indicam que o percentual é mais equilibrado no 5º ano, embora menos meninos façam atividades domésticas do que meninas.

No 9º ano, entretanto, esse percentual já fica mais discrepante. Enquanto 22,5% dos meninos não fazem trabalhos domésticos, no caso das meninas esse percentual é de apenas 6,4%. Ainda no 9º ano, mais meninos realizam afazeres que duram menos de 1 hora (39,6% contra 29,6%). Por outro lado, mais meninas gastam mais de 3 horas por dia em afazeres domésticos (10,5% contra 5,6%).

Algumas atividades domésticas podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades, como noções de responsabilidade, organização, autonomia e independência. Porém, o excesso de afazeres pode sobrecarregar a criança, impactando negativamente a aprendizagem. Os dados mostram uma distribuição desigual das atividades domésticas entre meninos e meninas, principalmente no 9º ano do ensino fundamental.

Em tempos de pandemia, nos quais as crianças estão passando mais tempo em casa, presume-se estar havendo um aumento de atividades domésticas – como, por exemplo, atividades de cuidado de familiares, cozinhar, passar, limpar e arrumar a casa. Isso pode estar tendo influência no tempo e na qualidade dos estudos, em especial no caso das meninas.

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