Mulheres negras são as que mais sofrem com o desemprego no Brasil

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Por equipe de jornalismo do IDados

Hoje, 21 de março, é o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. De acordo com um levantamento do IDados baseado na PNAD Contínua Trimestral, do IBGE, até nas taxas de desemprego pessoas do sexo feminino e de cor (ou origem étnica) “negra” são as mais afetadas.

Antes da recente crise econômica, no quarto trimestre de 2013, a taxa de desemprego no país era de 6%, mas o problema atingia de forma diferente homens (brancos e negros) e mulheres (brancas e negras). Naquele ano, a taxa de desemprego era de 4,1% para homens brancos; 5,7% para homens negros; 5,8% para mulheres brancas; e 9% para mulheres negras.

No quarto trimestre de 2017, últimos dados disponíveis, o desemprego quase que dobrou: chegou a 11,6%, mas, como veremos, as mais atingidas continuam sendo as mulheres negras. Seguem os números: a taxa de desemprego foi de 8,3% para homens brancos; 11,7% para homens negros; 10,5% para mulheres brancas; e 15,5% para mulheres negras.

No Brasil, na crise ou fora da crise, as mulheres negras são as que mais sofrem com o desemprego. Em todos os trimestres de 2017, elas apresentaram taxas de desemprego quase duas vezes maior em relação aos homens brancos.

No primeiro trimestre de 2017, o percentual de mulheres negras desempregadas chegou a 18,3%, enquanto a de homens brancos foi de 9,6%; no segundo, a taxa foi de 17,1% para elas e 8,8% para eles; no terceiro, 16,4% e 8,6%, respectivamente; e no ultimo trimestre do ano passado, a taxa foi de 15,5% para as mulheres negras e de 8,3% para homens brancos.

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