IDados no jornal O Globo: Recuperar a aprendizagem

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recuperar a aprendizagem

“A estratégia para a recuperação da aprendizagem no pós-pandemia precisará ser muito bem desenhada para que os alunos mais vulneráveis não sejam ainda mais prejudicados”. É o que afirma Antônio Gois em sua coluna no jornal O Globo. O jornalista utilizou como fonte um levantamento produzido por Guilherme Hirata, pesquisador da consultoria IDados.

Em sua análise, Hirata mostra, por exemplo, que um critério pouco comum no Brasil é o agrupamento de estudantes com base em seu desempenho, uma estratégia conhecida internacionalmente como tracking. Apenas 9% dos diretores que responderam ao questionário da Prova Brasil (avaliação do MEC) em 2019 reportaram adotar esse critério.

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“Direcionar os estudos para o nível em que se encontra cada aluno pode ser uma opção para retomar o aprendizado mais rapidamente”, afirma Hirata, e pondera que “um possível efeito adverso do tracking é a perda do chamado efeito entre pares”. Isso acontece porque os alunos também aprendem entre si, e a separação por nível de desempenho pode ser prejudicial aos que já estavam em situação pior. Para o pesquisador, para evitar esse efeito adverso, é fundamental que os melhores professores sejam direcionados aos estudantes que mais precisam.

A análise de Hirata mostra que, de acordo com os diretores, em 53% das escolas um dos critérios de atribuição de turmas aos professores é colocar aqueles mais experientes nas turmas com dificuldade de aprendizagem. Mas os dados do questionário da Prova Brasil também revelam que em 37% das escolas essa escolha vai exatamente na contramão da equidade, com os mais experientes – supostamente mais preparados – sendo alocados preferencialmente para turmas de melhor desempenho.

Confira o artigo completo aqui ou abaixo:

Recuperação da aprendizagem

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