FIES e ProUni: Concentração da rede privada superior

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Sala de aula vazia

Por Talita Mereb, pesquisadora do IDados

Em continuidade à série sobre o FIES, vamos analisar neste post a evolução das matrículas nas instituições vinculadas aos conglomerados do ensino superior privado.  

Consideramos como parte dos conglomerados as instituições vinculadas às empresas Anhanguera, Kroton, Estácio, Unip e Laureate que detiveram os maiores faturamentos no ano de 2012, somando uma participação de 27,9% do mercado.

Eventualmente, algumas hipóteses acerca do FIES e do ProUni são levantadas, sendo uma delas a de que esses programas de financiamento estariam promovendo uma expansão do ensino superior privado com uma consequente concentração de mercado. 

No gráfico abaixo, podemos observar que a participação das instituições citadas acima aumentou de 20% em 2009 para 25% do total das matrículas no ensino superior privado em 2016.  

Com relação ao FIES e ProUni, os 430 mil alunos dos conglomerados participantes dos programas correspondem a 24% do total de beneficiados em 2016 – e eram 17% em 2009.  

Em adicional, a evolução dos alunos beneficiados nos conglomerados evoluiu de 8% para 28%, e fora desse grupo o aumento foi de 10% para 29% do total. 

Portanto, os dados indicam que a fatia do mercado dos conglomerados no total das matrículas e dos alunos beneficiados pelos programas de financiamento em 2016 é o mesmo, em torno de 25%. Isso também acontece com o percentual de alunos beneficiados pelos dois programas dentro e fora dos conglomerados, em torno de 28%. 

Esses primeiros indícios indicam que a expansão do FIES tem um efeito parecido tanto nas matrículas dos conglomerados quanto das demais instituições.  

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