Salários dos professores do ensino fundamental: diferenças entre redes e etapas

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Por Guilherme Hirata, pesquisador do IDados

Este post, sexto de uma série publicada neste blog, apresenta dados sobre salários dos professores do ensino fundamental separados por redes e etapas.  

Os dados foram extraídos da RAIS 2016 e se referem apenas a professores com formação superior (sobre a RAIS, leia aqui).  

A tabela abaixo apresenta o salário-hora médio, o desvio-padrão e o salário-hora mediano (leia aqui e aqui para obter informações sobre desvio-padrão e mediana). 

O que se observa é que o salário-hora, não importa se médio ou mediano, é maior na rede municipal do que na estadual, tanto para os professores dos anos iniciais quanto para os dos anos finais do ensino fundamental.  

Vale lembrar que, em geral, os municípios são os responsáveis pelo ensino fundamental, embora haja estados em que os alunos se distribuem nas duas redes.  

Chama atenção também o fato de tanto a média quanto a mediana serem maiores na rede municipal do que no setor privado quando se trata dos anos iniciais. Nos anos finais, a média do setor privado é maior (mas a mediana continua menor).  

Média e mediana mais altas para os anos finais provavelmente refletem o nível de especialização dos professores. Enquanto os anos iniciais contam com profissionais formados em sua maioria em pedagogia, nos anos finais os professores têm formação específica (Matemática, Letras, Física etc.). 

Em termos de distribuição, a dispersão dos salários é maior nas redes municipais, fato que está associado a diferentes planos de carreira entre municípios (no estado, a carreira é basicamente mesma).  

Ainda assim, a dispersão é bem menor no setor público do que no setor privado (fato já analisado nesta série). 

 Tabela 1 – Salário-hora médio, desvio-padrão e salário-hora mediano em R$ – 2016 

graficoFonte: RAIS 2016. Elaboração IDados.

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