Aumento dos conta própria está sendo puxado proporcionalmente pelos trabalhadores mais escolarizados

Desde o início da série histórica, em 2012, houve um aumento de 171% dos trabalhadores por conta própria com Ensino Superior. Já dentre o grupo com menor escolaridade (Fundamental incompleto), houve uma queda de 25%

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Conforme apresentado no levantamento de dezembro, os dados mais recentes da PNAD-Contínua (IBGE) indicam que o número de trabalhadores por conta própria atingiu o recorde da série histórica iniciada em 2012. No 3º trimestre de 2021, 25,5 milhões de trabalhadores brasileiros (27,4% da população ocupada) estavam em trabalhos por conta própria.

Quando abrimos mais os dados, vemos que esse aumento está sendo puxado proporcionalmente pelos trabalhadores mais escolarizados. O Gráfico 1 mostra que, até 2019, a maioria dos conta própria possuía somente o Ensino Fundamental (completo ou incompleto). A partir de 2020, esta relação se inverteu, com a maioria dos trabalhos por conta própria vindo dos grupos com pelo menos Ensino Médio ou Ensino Superior.

Embora o grupo com Ensino Médio completo seja o maior grupo em número absoluto de trabalhadores, vemos no Gráfico 2 que o maior crescimento relativo veio daqueles que possuem Ensino Superior.

Desde o início da série histórica, em 2012, houve um aumento de 171% dos trabalhadores por conta própria com Ensino Superior. Já dentre o grupo com menor escolaridade (Fundamental incompleto), houve uma queda de 25%.

Mesmo se considerarmos o aumento da escolaridade média da população ocupada no período, ainda sim o crescimento dos trabalhadores por conta própria mais escolarizados é superior ao encontrado em outras ocupações. Isso indica que há uma transferência maior da população escolarizada para empregos por conta própria.

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